segunda-feira, 20 de abril de 2009
feiúra da anormalidade
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Pensamento Único

De um lado, o enfraquecimento das máquinas coercitivas, como a Família, o Estado, a Escola, a Igreja, Exército, e o fracasso dos Regimes Autoritários, resultaram em um sentimento de autonomia e liberdade ao indivíduo. Porém, há outras estruturas de normatização. A Televisão é o maior exemplo. Quatro em cada cinco norte-americanos acreditam que a violência na TV contribui para aumentar a violência na vida real, pois apenas durante os cinco anos de escola primária, a criança vê no mínimo 8.000 assassinatos. Seu poder de influência é tão grande que vários países já tomaram decisões para limitar o conteúdo violento na televisão.
Mas a violência não é o único problema. Até os doze anos de idade, as crianças na França assistem a uns 100.000 anúncios que vão contribuir para faze-la interiorizar as normas ideológicas dominantes e ensinar o que é belo, feio, bom, justo, etc. Neil Postman, ensaísta americano, afirmou que o abismo entre a racionalidade e a publicidade cresceu a ponto de parecer nunca ter existido. A propaganda não possui lógica nenhuma. É apenas uma mitologia, uma encenação.

Auxiliada por psicólogos, estatísticos, psiquiatras, sociólogos, lingüistas, etc, a publicidade manipula os nossos desejos mais profundos. Não fosse isto o bastante, ainda faz uso de mensagens subliminares. Fundamentada em estudos hábeis do mercado, as técnicas de venda pretendem ser quase uma ciência. Seu objetivo é fazer-nos consumir cada vez mais. Porém, muitos cidadãos acreditam que a televisão também transmite informação.
Por muito tempo, informar incluía um conjunto de parâmetros que permitiam o cidadão compreender o significado profundo do acontecimento. Atualmente, a televisão transformou a informação em simples veiculação de imagens. Estudiosos consideram que esta informação moderna fundamentada na idéia de que ver é compreender, contribuiu para um retrocesso intelectual de séculos.
O fato é verdadeiro não porque obedece a critérios verificáveis, mas porque é repetido sem cessar não apenas pela televisão, como também por todos os outros meios de comunicação. Os noticiários televisivos, além de não informarem, servem como distração formada por uma sucessão rápida de notícias superficiais e fragmentadas, que nada esclarecem.
Submissa à televisão, a imprensa escrita passou a ser um mero eco. O discurso foi simplificado ao máximo e a análise foi substituída por fotografias coloridas. É a emergência de uma sociedade na qual impera o conhecimento esteriotipado, superficial e passageiro. Pseudo-informação massificada e repetida que elimina o esforço da interpretação racional. Um nivelamento por baixo, chamado por Ortega e Gasset como mesmidade.
Ainda existe o problema da concentração dos meios de comunicação, limitando drasticamente o número de fontes. Na década de 90, seguindo as normas do FMI, do BM e da OMC, os Estados reduziram investimentos e privatizaram serviços, abrindo espaço para a iniciativa privada nos meios de comunicação, que seguindo a lógica de mercado passaram a se unir e formar enormes grupos.
O professor Venício Lima, afirmou que um grande exemplo da concentração da mídia, é o grupo Net-Sky, da Globo, que controlava em 2003, 95% da TV por satélite. Segundo ele, os sistemas regionais de comunicação estão diretamente ligados às Organizações Globo, não só na televisão, como nas rádios e jornais impressos, e só o que fazem é repetir a pseudo-informação oriunda da Agência de Notícias Globo. Esta por sua vez repete o que vem dos mega conglomerados mundiais. Marcos Coimbra, prof Titular de Economia na UERJ, lembra que os meios de comunicação mo Brasil são comandados por cerca de seis famílias e que uma única rede tem 60% de audiência.
Dentro deste esquema midiático altamente concentrado nas mãos de poucos, fazendo uso dessa repetição constante de mensagens simplificadas e sem nenhuma conexão com a lógica, há um discurso que ganhou status de verdade absoluta, minando qualquer forma de contestação: é o chamado Pensamento Único.
Pensamento Único, em termos ideológicos, é a defesa dos interesses econômicos do capital internacional. É a cartilha escrita na reunião de Breton-Woods, ou seja, o discurso neoliberal, que defende a globalização como único caminho viável para todos os países, que afirma ser necessário reduzir o Estado ao mínimo possível e dar plenas forças ao mercado, pois este se auto-regula, que exige a diminuição dos direitos trabalhistas em prol de um lucro maior aos capitalistas, que defende a privatização total para avanço tecnológico, que promete o aumento da riqueza e o bem estar a todos que entrarem no jogo.
A repetição deste catecismo em todos os meios de comunicação, por parte de importantes jornalistas, comentaristas, políticos, personalidades, etc, convence a quase todos de que realmente não há mais para onde ir. Que não há nada melhor que o atual capitalismo e que a longo prazo ele trará a felicidade mundial e a bonança. Toda e qualquer outra alternativa é taxada de retrógrada.
Estudiosos de diversas áreas denunciam a falsidade do Pensamento Único. Paul Hirst, escritor de A Democracia Representativa e Seus Limites, denuncia que as políticas atuais favorecem os países desenvolvidos em detrimento dos países pobres. Outro escritor, Robert Went, assim como Samir Amin, chama de mitos tais projeções, pois a aceitação e os ajustes das economias nos paises em desenvolvimento à globalização, acabou piorando as contradições já existentes nas áreas sócias destas regiões.
No livro A Globalização Sob Três Óticas, Milton Santos argumenta que o Pensamento Único naturaliza o caráter perverso desta globalização, já que seus benefícios não atingiram sequer um quarto da população mundial. Ramonet ataca denunciando que a quinta parte mais rica da humanidade concentra 80% dos recursos do planeta, enquanto a quinta parte mais pobre possui apenas 5% da riqueza. Apenas 500 milhões de pessoas vivem confortavelmente e a fortuna de trezentas e cinqüenta e oito pessoas mais ricas do muno soma mais do que a renda dos 45% mais pobres.
Joseph E. Stiglitz, ganhador do prêmio Nobel em economia em 2001, com vasto conhecimento sobre a economia mundial e com experiência adquirida em sua passagem pelo Banco Mundial, aponta a OMC, o FMI, o BM e os países desenvolvidos como os agentes principais da desigualdade e pobreza das nações.Sem espaço na mídia, estas denúncias são encaradas como mentira, pois a única verdade é o Pensamento Único, repetido infinitas vezes. A massa acéfala, sob a pressão de todos os meios de comunicação, assustada com a violência e hipnotizada com as promessas de consumo ilimitado, aceita este discurso mentiroso, apóia o enfraquecimento do Estado e usa de todas as suas forças para derrubar as críticas que ainda existem.
Quem controla a comunicação, controla o conhecimento. Não mais por falta de informação, mas pelo excesso, batizado por Edgar Morin de ruído. Excesso que impede a tomada de consciência sobre a falta de informação verdadeira. Confundir liberdade democrática e de comunicação com concentração hegemônica da mídia, com a predominância de um só tipo de discurso, pode significar não mais liberdade, diversidade, mas o empobrecimento do pensamento e da razão. A luta pelo lucro rápido defendida incansavelmente pelo Pensamento Único resultou no fim do direito de todo cidadão de estar bem informado.
sábado, 13 de setembro de 2008
O Menino do Mangue e os Caranguejos Fugitivos - Final
Por Alexandre Santana
Revisão: Leyla
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
O Menino do Mangue e os Caranguejos Fugitivos - Parte 6
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
O Menino do Mangue e os Caranguejos Fugitivos - Parte 5
Enquanto se aproximava do carro, esticou o braço livre em direção aos paralelepípedos e usou a tela do olho esquerdo para mirar no caranguejo. Quando os dois quadrados se alinharam e a mensagem avisou que o alvo estava na mira, ele fez um movimento com o pulso. Do orifício na larga pulseira vermelha, saiu uma pequena rede presa com um elástico e apanhou o caranguejo, segundos antes que fosse esmagado. O homem já havia prendido o elástico no pequeno guincho em seu cinto e estava içando rapidamente o caranguejo quando alguém no carro gritou “Cuidado!!!”. Veloz como um raio, ele apertou o botão em seu cinto. Todas as luzes apagaram e o automóvel parou e logo desligou.Assim que Acolum berrou, Gaiom parou bruscamente o carro, fazendo os pneus “cantarem”. Todas as luzes da quadra se apagaram e o carro morreu. O casal apavorado olhou para frente e não viu nada. Acolum olhou para trás e para o alto mas também não viu nada, apenas escuridão. Alguns segundos depois, as luzes voltaram. _Você tá muito louco? – perguntou Maiag mexendo o pescoço dolorido pela freada – quer me matar do coração? Balançando a cabeça negativamente e rindo ao mesmo tempo, Gaiom disse: _Ainda bem que não vinha ninguém atrás. Mas que viagem, as luzes apagaram bem na hora!!! Sinistro!!! Acolum estava branco e assustado. _Fala Acolum, você está me deixando preocupada. O que foi que você imaginou ter enxergado? Ele olhou para ela, recompôs-se e pediu desculpa. Todo disfarçado, confuso, disse que achava ter visto um caranguejo enorme no meio da rua. Gaiom e Maiag se olharam e quase acabaram de tanto rir do amigo. _Só você mesmo Acolum – falou Gaiom – se preocupar com um caranguejo... nesta época é normal encontrar os bichinhos perdidos por aí... eles fogem do saco e se mandam. Volta e meia você dá de cara com um caranguejo na sala, no jardim, na calçada, na rua. É a época dos caranguejos.Rindo ainda com muita vontade, Gaiom deu a partida. Maiag também rindo muito, aumentou o volume do som e acendeu outro cigarro, afirmando que apesar de ter sido tudo muito engraçado, ela estava muito nervosa. Colocou a responsabilidade em Acolum: _Olha só a tremedeira da minha mão... que pira foi aquela das luzes? Vou ter que fumar outro cigarro. Culpa tua Acolum!!! O celular dela tocou. _Estamos indo... paramos para nosso amigo lanchar... é, lanchar, ele não come caranguejo... sei lá... não gosta... diz que não come nada com dez pernas. Eu sei né Ogiam... já falei pra ele que são patas... estamos indo... beijão. Enquanto Gaiom dobrava a esquina, Acolum olhava para os telhados das casas. Maiag percebeu e perguntou: _O que você tá olhando Acolum? Tá procurando o caranguejo enorme em cima dos telhados? Ele disfarçou e falou sorrindo que ela era uma grande comediante: _Meio idiota, mas muito engraçada. Todos riram ao som do indie rock e continuaram rumo à caranguejada. Depois que todo mundo se empanturrou de caranguejo, os amigos se reuniram para limpar a bagunça. Foi uma festa a parte. Até Acolum e a menina que também não comeu, acabaram ajudando na faxina. Bem que a dona da casa disse que eles não precisavam ajudar, mas Acolum respondeu que adorava estes mutirões, pois tinham um caráter comunista. Sorridente a menina concordou com o ponto-de-vista dele. Depois da limpeza comunitária, Gaiom pediu a palavra e agradeceu a presença de todos: _Para nós dois, é muito importante a presença de todos vocês nesta data tão importante. Também agradeço do fundo do meu coração aos donos da casa que sempre quebram estes galhos pra gente. Então, um brinde aos amigos do peito.Gaiom beijou Maiag e todos bateram palmas
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
O Menino do Mangue e os Caranguejos Fugitivos - Parte 4
Quanto mais se aproximava das coordenadas indicadas na tela, maio era freqüência do Bip do radar. Ele parou sobre o telhado de um sobrado. Segundo o radar de pulso, o local indicado era no quintal ao lado. Ali, agachado sobre as telhas, o homem de roupa vermelha permaneceu imóvel, observando o terreno da casa vizinha. _Vamos meu amigo... use suas patas e vá para a rua... Observou a tela mais uma vez. O ponto vermelho permanecia piscando no mesmo lugar. O homem continuou observando.Informando que o ponto vermelho estava se movimentando, o Bip do radar de pulso tocou mais uma vez. Vendo o Caranguejo sair de trás da moita e andar em direção ao portão, o homem de roupa vermelha e máscara comemorou: _Isso meu amigo...fuja para a rua!!! Lá embaixo, no quintal do sobrado, um cachorro começou a se incomodar com o Bip e a latir enfurecido. Tentando manter sua presença em segredo, o homem deixou o radar de pulso em modo silencioso. Manteve os olhos fixos no Caranguejo que agora lentamente se dirigia à rua. Quando o cachorro latiu mais algumas vezes, faltavam mais ou menos uns dois metros para o portão. Assustado com o, o Caranguejo parou. _Mas que droga – praguejou o homem –caranguejo estúpido... por que você não sai de uma vez?Após um longo período de vigília, os olhos do homem com máscara, roupa vermelha e shorts azul puxando para o roxo, começaram a fechar de sono. Ele cochilou e sonhou com a primeira vez que viu um caranguejo de verdade ainda vivo. Foi na casa de sua avó... além dele havia mais umas dez crianças e uns trinta adultos. As mulheres preparavam as coisas na cozinha e os homens bebiam cerveja e ajeitavam o churrasco. Como um furacão, um dos tios entrou na área com um saco e gritou animado: _Chegou o prato especial!!! Atrás dele a criançada pulava e pedia para ver o que ele havia trazido. Sem avisar ninguém, o homem abriu o saco e jogou dezenas de caranguejos no piso. Foi aquela gritaria. Algumas crianças menores choravam e fugiam aos berros. Muitas mulheres brigaram com o tio irresponsável, mas os outros homens riam e ainda assustavam mais as crianças, beliscando seus calcanhares enquanto elas estavam distraídas. Depois de algum tempo eles começaram a assustar até as mulheres. Foi uma bagunça.O homem sobre o telhado do sobrado acordou com o barulho de um carro se aproximando. Surpreso, olhou para a tela no radar de seu pulso e viu que o caranguejo estava já no meio da rua. Praguejando por ter pegado no sono, ele levantou rapidamente e sacou um tipo de pistola da cintura. Analisou a distância, velocidade e a trajetória do automóvel. Mais alguns metros e ele passaria com os pneus do lado esquerdo em cima da carapaça do bicho. _Pense... pense rápido – ele ordenou a si mesmo. Pressionou um botão no cinto vermelho e colocou um pequeno fone no ouvido. As lentes de sua máscara se tornaram duas pequenas telas. Ouviu uma mensagem: “Blecaute Preparado”. Apontou a pistola para o altíssimo poste de média tensão. Na tela do olho esquerdo, dois quadrados sobrepostos indicavam que o alvo estava na mira. Apertou o gatilho. Um pequeno projétil de metal em forma de arpão, preso a um fino cabo de aço, saiu do cano em alta velocidade e afundou no concreto do poste. O homem apertou um botão na pistola e ela começou a recolher o cabo rapidamente. Assim que tencionou, ele correu e se jogou do telhado. Caiu de pé sobre o muro da casa ao lado, de onde o caranguejo fugiu, e já pulou em direção a rua. Auxiliado pela forte tração do cabo de aço, ele se tornou um pêndulo horizontal e praticamente voou em direção ao carro. Mesmo em alta velocidade, trajetória em curva e a uns dois metros acima do automóvel, ele viu que os passageiros estavam rindo muito, gesticulando e não olhavam para frente.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
O Menino do Mangue e os Caranguejos Fugitivos - Parte 3
Não dá pra generalizar e simplesmente proibir... tem toda uma questão sócio-econômica-cultural por trás do consumo do caranguejo...A luz do fim de tarde entrou por uma abertura na boca do saco, e nosso caranguejo não pensou duas vezes. Foi o mais rápido de todos e conseguiu escapar daquela prisão quente e apertada. Outros dois vieram logo em seguida e mais outro um pouco depois. Eles caíram no piso gelado e vermelho da área da churrasqueira e logo o nosso amigo caranguejo achou o caminho do gramado. Enquanto se escondia atrás de uma moita, um menino saiu da cozinha e berrou avisando da bagunça: _Pai!!! Os caranguejo estão fugindo!!! O Homem veio correndo e capturou os fujões, menos o caranguejo atrás da moita. Ele permaneceu imóvel por horas, até que tudo estivesse seguro.Um longo tempo depois, a limpeza acabou e os donos da casa foram dormir. As árvores escureciam o quintal. O silêncio imperava, o caranguejo se sentiu confiante e saiu de seu esconderijo. Analisou o território por alguns segundos e correu em direção à rua. No telhado do sobrado à direita, um homem de roupa vermelha e colante, com um shorts que variava entre o azul e o roxo, observava atentamente os passos do caranguejo fugitivo. Ele usava uma máscara que deixava sua boca à vista. Após alguns metros de corrida, a sombra escondeu o caranguejo em fuga. O observador do telhado olhou para a pequena tela do radar preso a seu pulso. Um ponto vermelho piscava mostrando a posição exata do caranguejo.
Parados esperando o sinaleiro abrir, os amigos continuavam ouvindo indie rock e falando sobre os caranguejos. _Eu também acho que não adianta simplesmente proibir – disse Gaiom – já faz parte da cultura... na verdade, está enraizado na cultura. Praticamente todo mundo come. Maiag ofereceu a latinha para Acolum apagar o cigarro e concordou com o marido: _É... não é bem assim... proibir a captura e pronto, ninguém mais vai comer. Também não adianta proibir e continuarem a destruir os mangues. É muito complexo e complicado. Tem que pensar nas famílias que dependem deste consumo pra ganharem uma grana extra e diminuírem um pouco a miséria em que vivem... tem o turismo... a tradição... os donos de restaurantes e botecos. Acolum lanchou e eles saíram rumo à caranguejada na casa dos amigos. Uns dez minutos depois o rapaz cruzou os dedos das mãos atrás da nuca e se espreguiçou no banco traseiro. Abriu a boca num bocejo prolongado. Usando a xepa de Maiag, acendeu um cigarro e disse que realmente o assunto caranguejo é muito interessante e que facilmente daria uma tese gigantesca. –Eu só não concordo mesmo é com esse negócio de cozinhar o bicho vivo. Não tem nada haver!!! – falou Acolum. Os amigos riram muito e concordaram com o visitante. Gaiom e Maiag estavam ainda distraídos e rindo da descrição que o amigo fazia dos bichinhos tentando escapar da panela, quando Acolum gritou: _Cuidado!!! A noite estava mal iluminada e lua quase invisível. Vestido com sua roupa colante e vermelha, um shorts roxo azulado, e com a metade superior do rosto escondida pela máscara, um homem pulava silencioso de telhado em telhado. Um bip em seu radar de pulso o fez parar sobre a viga exposta de uma casa muito antiga, praticamente colonial, que há muito estava abandonada e virando ruína. Ele analisou o mapa mostrado na pequena tela do radar. Um ponto vermelho piscava mostrando um local. O homem se levantou, pensou um pouco, então continuou correndo silenciosamente de um telhado para o outro.